quinta-feira, 15 de março de 2012

O PÉSSIMO PELO DUVIDOSO

A melhor manchete que vi sobre a maravilhosa saída de Ricardo Teixeira da CBF, foi do diário esportivo LANCE!, que publicou os dizeres: "Já vai tarde!".

E muito tarde, depois de 23 anos colados a cadeira de dono da CBF, Ricardo Teixeira saiu com "méritos", vários processos nas costas e o repúdio dos milhões de brasileiros que amam futebol.

Marcado por uma administração arcaica, egoísta, manipuladora e cheia de turbulências, o futebol brasileiro venceu sua grande batalha.

A próxima batalha é contra os amigos de Teixeira, inclusive o "novo" presidente José Maria Marin, com seus 79 anos e com nenhuma ideia revolucionária.

As federações e clubes devem se unir em prol de uma nova eleição, sendo ela democrática e ética. Onde o possível novo presidente faça uma limpeza geral na estrutura da CBF, demitindo do cargo mais alto ao cargo mais baixo.

O futebol brasileiro tem a grande oportunidade de mudar sua filosofia de trabalho, em busca de uma organização condizente com a história do nosso futebol.

A grande batalha foi vencida com grande ajuda da imprensa esportiva, pelos protestos via internet e rua e pelo governo.

Agora é hora de vermos qual é a de Marin, e se for um continuísmo vamos em busca da segunda vitória.

quarta-feira, 7 de março de 2012

QUARTA FANTÁSTICA

Essa quarta reserva grandes emoções com três jogos envolvendo brasileiros.

O primeiro tem tudo para ser o jogo do ano até o presente momento. Trata-se de Santos e Inter que se enfrentam hoje, ás 19h30 na Vila Belmiro.

O surpreendente The Strongest é o líder da chave com duas vitórias em dois jogos, inclusive venceu o Santos, na primeira rodada.

O Inter tem uma vitória em um jogo,. caso vença o Santos fica empatado com Strongest e deixa Santos e Juan Aurich com nenhum ponto.

Para o Santos, o jogo é tratado como o Jogo do Ano.

Espera-se um confronto aberto e com a expectativa de ser o melhor jogo no Brasil até o momento.

Outro jogo pode ser tratado como o grande jogo sul-americano do ano, onde o Boca Juniors recebe o Fluminense, revivendo a fase semifinal da Libertadores 2008, onde o tricolor venceu no agregado.

Sinceramente não vejo o Boca como um grande favorito ao título da Libertadores desse ano, vejo Santos, Inter, Flu, Vélez e Universidad Chile à frente do Boca, mas tem que se respeitar Riquelme, a Bombonera e a camisa.

E por fim o Corinthians entra em campo com a "obrigação" de vencer o Nacional, do Paraguai, pois joga em casa e quer tirar o espírito ruim quando se fala em Libertadores pelos lados do Parque São Jorge.

O CHELSEA NÃO TEM UMA VILA BOA

Depois de Felipão, foi a vez de André Villas-Boas ser demitido do Chelsea via o G-7 do Chelsea, formado por Lampard, Terry, Essien, Malouda, Ashley Cole, Drogba e Anelka que já deixou os Blues.

A filosofia de rejuvenescer o elenco, com as opções de David Luis, Mata, Sturridge e outros, e com isso preterir em alguns momentos os mais experientes fez com que Villas-Boas fosse demitido.

Os resultados não foram os melhores, o esquema lembrando o do arrasador Porto de 2010/2011 não funcionou na Inglaterra, que não tem uma cultura de se jogar com 3 atacantes.

O que quero mostrar é que a Europa não é perfeita em tudo quando falamos na administração do futebol.

É a segunda vez que isso acontece no Chelsea, algo que já aconteceu no Brasil inúmeras vezes.

O Brasil está longe de alcançar o nível administracional de futebol da Europa, mas a Europa não é perfeita em tudo.

JEITINHO BRASILEIRO

A Lei Geral da Copa foi aprovada na Câmara de Deputados, e resta agora a votação no Senado e o aval da Presidenta.

Tópicos como a aprovação da venda de bebidas alcoólicas e a meia-entrada para idosos foram aprovadas, mas o que realmente foi interessante e que as principais mídias estão esquecendo é a questão dos feriados municipais em dias de jogos.

Parte da mídia relatou essa aprovação, mas poucas se interessaram em revelar o porque dessa decisão.

Para qualquer ser pensante e honesto fica claro a falta de comprometimento, planejamento e caráter que os nossos "representantes" tem com o nosso país, a ponto da Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, dizer em setembro de 2011 que a mobilidade urbana não é essencial para a realização da Copa e que poderia decretar feriado em São Paulo, para que o não houvesse congestionamentos.

E fica a pergunta. Eu preciso falar mais alguma coisa?

É evidente que com a aprovação de termos feriados em dias de partidas nas cidades que são sede, faz com que a questão da mobilidade urbana seja nem deixada em segundo plano, e sim esquecida pelo jeitinho brasileiro de se fazer política e tentar manipular os "não pensantes".

Esse é o país que quer sediar uma Copa, as Olimpíadas e se tornar um país desenvolvido.

Vergonhoso!!!!

sábado, 3 de março de 2012

POLITICAGEM PURA

Por trás de toda essa briga entre Aldo Rebelo e Jerome Valcke, existe uma política puramente estranha.

De um lado o interlocutor da FIFA diz que os organizadores da Copa-2014 mereciam um "pontapé no traseiro" e que os "responsáveis" pelo nosso futebol estão mais preocupados com o hexa.

Aldo Rebelo retrucou dizendo que Valcke não deve mais ser o interlocutor entre FIFA e COL.

E Valcke teve sua tréplica, afirmando que Aldo Rebelo é infantil.

Tendo as quatro afirmações como base, temos três que não deixam de ser verdadeiras.

O tal "pontapé no traseiro" dos organizadores seria merecido, pois é absurda a lentidão das obras, a falta de cuidado na questão da infraestrutura nas cidades e o absurdo de dinheiro público gasto.

A preocupação exacerbada, e digamos desorganizada, com a conquista do hexa deixa em segundo plano a organização da Copa, sendo que a preocupação com o hexa e a organização deveriam andar separadas e tratadas com enorme seriedade.

Aldo Rebelo está certo ao tentar tirar Valcke do elo entre FIFA e COL, pois não há clima para Valcke, e com ele poderia ir Ricardo Teixeira, Marin, Fernando Sarney.

Será que Aldo Rebelo é infantil?

Os próximos capítulos dessa novela de política puramente estranha vão dizer se Aldo é infantil ou não, e dependendo deles eu volto a esse espaço e dou minha opinião.

MOÇA FEIA

O título acima retrata qual deveria ser o nome do gramado do estádio Moça Bonita, onde se enfrentaram neste sábado à tarde, Vasco e Olaria.

Esse estádio é o mesmo que Loco Abreu havia reclamado logo após o empate sem gols contra o Nova Iguaçu, ainda pela Taça Guanabara.

É incrível como a FFERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), fecha os olhos para o estado do gramado desse estádio.

É triste ver um jogo de futebol sendo realizado num gramado onde a terra se sobressai a grama.

Sem contar o perigo que os jogadores passam de sofrer uma lesão grave, caso do atacante Carlos Tenório que sofreu uma séria lesão que podemos discutir se foi em virtude do gramado ou uma fatalidade.

Os riscos estão expostos, um profissional sofre um séria lesão, e a pergunta que fica é se a FFERJ continuará tapando os olhos para essa bárbarie.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PACIÊNCIA TEM LIMITE

O discurso de testar jogadores já acabou.

Quando o Brasil entrou em campo para enfrentar a Bósnia ontem, até Mano Menezes já dissera que o pensamento agora é total na formação do time brasileiro para 2014.

A seleção entrou em campo num 4-3-1-2 que em alguns momentos parecia um 4-2-3-1.

Já a Bósnia entrou no esquema 4-4-2, que se diferenciava por não ter meias corredores nas pontas e sim meias que cortavam para o meio.

O começo foi animador com Marcelo abrindo o placar aos 3 minutos, depois de uma maravilhosa assistência de Daniel Alves.

O Brasil tinha a bola, mas não era objetivo.

E com isso veio o balde de água fria, quando David Luis tentou um passe fraco para Sandro, que logo não chegou a ele com a interceptação de Dzeko que tocou para Ibisevic que fez com a grande contribuição de Júlio César.

E assim terminou o primeiro tempo com a inoperância de Ronaldinho e grande ausência de Ganso.

Ganso entrou aos 18 minutos da etapa final, no lugar de Ronaldinho que estava em campo.

Depois entrou Hulk e Lucas, nos lugares de Hernanes e Damião, respectivamente.

E com isso a seleção passou a atuar num típico 4-3-3, com mais objetivo, com Lucas e Neymar abertos, Hulk no meio, mas girando e Ganso servindo o ataque.

E o gol saiu, foi com gol contra, mas devemos perceber que Ganso tomou a falta e não quis saber de bola na área, ele caiu, levantou e tocou para Marcelo encontrar Hulk que meteu um foguete na área, que acertou Papac, que fez o gol contra.

A objetividade de Ganso é louvável, vencer com um gol contra é de se preocupar.

O erro foi o começo, com Ganso no banco e Hernanes aberto na direita.

De bom fica a atuação de nossos laterais, que sempre estavam no ataque, mas é preciso um esquema para que eles tenham liberdade, mas que a zaga não sofra.

Será que Mano Menezes tem criatividade para mudar a seleção?

A dúvida começa a rondar a mente da população brasileira.